Equador diz que jornalistas foram mortos em território colombiano

Folha de S. Paulo-Mundo

Repórter, fotógrafo e motorista foram mortos por dissidentes das Farc na região de fronteira


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Colegas dos membros da equipe de reportagem do jornal El Comercio que foram mortos por dissidentes das Farc fazem homenagem na praça dos Jornalistas, em Quito - Cristina Vega - 14.abr.18/AFP


15.abr.2018 às 20h58


  Quito e Bogotá


O governo do Equador afirmou neste domingo (15) que os jornalistas sequestrados por rebeldes dissidentes das Farc foram assassinados em território colombiano e que seus corpos continuam lá.


A declaração do ministro do Interior, César Navas, a uma emissora colombiana aumenta a tensão entre os países.


O jornalista Javier Ortega, 32, o fotógrafo Paúl Rivas, 45, e o motorista Efraín Segarra, 60, do jornal El Comercio de Quito, foram sequestrados por guerrilheiros dissidentes das Farc.


Em cativeiro e acorrentados, foram executados a tiros, de acordo com fotos divulgadas pelos sequestradores. Os corpos não foram recuperados.


O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que eles foram sequestrados e assassinados no Equador.


As versões entre governos diferem também em relação à nacionalidade do responsável pelas mortes, apelidado de Guacho, líder da Frente Oliver Sinisterra. Quito diz que ele é colombiano e Bogotá, que é equatoriano.


 


Após confirmarem na sexta (13) as mortes, Equador e Colômbia lançaram ofensiva militar para capturar Guacho. Até este domingo, sete pessoas ligadas ao grupo tinham sido detidas.

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