O novo papel das agências de comunicação no mundo digital – por Ivan Netto

Comunique-se - Opinião


(Imagem: Canva)



Leitor-Articulista


O mundo da comunicação mudou completamente; para prosperar, as agências precisam se transformar no braço de RP de seus clientes


 Portal Comunique-se publica artigo de Ivan Netto, head de operações na Pineapple Hub


Uma das consequências da inovação é que, não importa qual seja o setor em que você atua, vai chegar um momento em que as receitas tradicionais deixam de funcionar e as novas regras de sucesso ainda não parecem ser claras. Nesse momento de transição entre o antigo e o novo se escondem ameaças à sobrevivência dos negócios, mas também imensas oportunidades de crescimento.


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Olhando para o nosso universo de trabalho, o setor de comunicação vem passando por uma transformação completa. Em um processo que começou lento, mas agora está consolidado, as redações dos jornais e revistas tradicionais foram ficando cada vez menores, enquanto jornalistas independentes, influencers e youtubers ganharam espaço como produtores de conteúdo.


Como resultado desse movimento, muitas agências estão com seus radares completamente descalibrados. Não adianta mais dizer para os clientes que as redações estão menores e é cada vez mais difícil tirar os jornalistas das redações para fazer eventos de relacionamento. Embora isso seja 100% verdadeiro, o foco deveria ser outro: entender melhor o universo dos podcastersyoutubers e influenciadores nas redes sociais (como os LinkedIn Top Voices).


“As redações dos jornais e revistas tradicionais foram ficando cada vez menores, enquanto jornalistas independentes, influencers e youtubers ganharam espaço”


Para que se tenha uma ideia da força desses modelos digitais na comunicação, boa parte dos atuais principais veículos de negócios do país não existia há dez anos. Existem diversos exemplos de um movimento sem volta: veículos 100% digitais, ágeis, com conteúdo de alta qualidade e uma legião de seguidores. Vale para negócios, mas também vale para cultura, inovação, saúde, bem-estar, moda e tantos outros setores. É preciso olhar muito além da chamada “mídia tradicional” para obter resultados para o cliente.


Ego ou resultado?


Claro que todo cliente abre um imenso sorriso quando é procurado para uma entrevista em um grande veículo de comunicação. Afinal de contas, a Globo continua sendo a Globo. Mas com frequência o veículo que gera mais frutos para o cliente não é o do “tiro de canhão”. Falar para milhões de pessoas é ótimo e infla os relatórios de resultados da agência, mas o momento é outro. Em vez de falar para muitos, com uma dispersão grande, faz muito mais sentido falar para o seu público, onde ele estiver.


No fundo, sempre foi assim. A diferença é que antigamente era impossível segmentar o mercado para falar somente com quem interessaria para o cliente. Era necessário estar em um grupo mais amplo, seja como “negócios”, “variedades” ou “cultura”. Hoje, certamente há um youtuber ou um influencer que se relaciona diretamente com o seu público, e somente com ele.


 


“Todo cliente abre um imenso sorriso quando é procurado para uma entrevista em um grande veículo de comunicação. Afinal de contas, a Globo continua sendo a Globo”

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